A potencialidade tecnológica brasileira, sem sombra de dúvidas, é reconhecida internacionalmente. Recentemente, uma importante revista inglesa noticiou “O Brasil decola”. Entretanto, apesar desse reconhecimento internacional, existem pessoas que ainda relacionam patentes com invenções mirabolantes que são o alvo de descrédito ou piadas. Indubitavelmente, existe um descompasso quando o assunto é patente. Se, por um lado existem pessoas que reconhecem a importância estratégica da patente, no outro extremo, estão aquelas que desconhecem o assunto e, por isso mesmo, são levadas a informações distorcidas, pagando, por isso, um preço muito alto.
O desconhecimento chega a ponto de muitos imaginarem que o simples depósito de um pedido, automaticamente, lhes garante a concessão da Carta Patente. Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial, em 2007, 14.611 pedidos foram arquivados e 811 foram indeferidos, levando as tecnologias ao domínio público. Dentre as várias razões desses arquivamentos e indeferimentos, no caso do pedido nacional, está um pedido mal redigido que não define corretamente a matéria, além do desconhecimento das etapas a serem seguidas para se conseguir e manter a Carta Patente.
O objetivo desse livro, portanto, é minimizar as dúvidas nessa área, de forma didática e acessível a qualquer inventor, desde o mais simples até o cientista. Certo é que não se tem a pretensão de esclarecer todas as dúvidas, pois, cada caso é um caso a ser analisado em seu contexto, porém, em uma linguagem clara, explicar questões básicas como por exemplo, as diferenças entre uma patente e uma marca, a validade e o território de uma patente, a importância da realização de uma busca prévia e, finalmente, como se redige um documento de patente, utilizando como exemplo, o pedido de patente da autora.
Em resumo, o objetivo principal desse livro não é discutir o “porque fazer” mas, ensinar o “como fazer”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário